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	<title>Pierrebarth&#039;s  Life in a Sight</title>
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		<title>Pierrebarth&#039;s  Life in a Sight</title>
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		<title>Você tem coragem de comemorar um gol do Corinthians no Itaquerão?</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 19:05:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pierre Barth</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Itaquerão, setembro de 2014, Brasil eliminado da Copa. CampeonatoPaulista rolando Santos e Corinthians decidem o campeonato. Estádio lotado. &#8220;loco, sou loco pelo Curintian!&#8221; grita a galera. Jogo rolando difícil&#8230;Santos 2 a 1.Neymar, antes de ir embora para o Real Madrid,  faz e acontece&#8230;. Quarenta minutos do segundo tempo e o Timão empata. Gol de Gefson, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pierrebarth.wordpress.com&amp;blog=7708010&amp;post=1172&amp;subd=pierrebarth&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2012/01/p88c8d19d2e454a2da96362dae4b537d8.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1174" title="P88C8D19D2E454A2DA96362DAE4B537D8" src="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2012/01/p88c8d19d2e454a2da96362dae4b537d8.jpg?w=470" alt=""   /></a>Itaquerão, setembro de 2014, Brasil eliminado da Copa. CampeonatoPaulista rolando Santos e Corinthians decidem o campeonato. Estádio lotado. &#8220;loco, sou loco pelo Curintian!&#8221; grita a galera. Jogo rolando difícil&#8230;Santos 2 a 1.Neymar, antes de ir embora para o Real Madrid,  faz e acontece&#8230;. Quarenta minutos do segundo tempo e o Timão empata. Gol de Gefson, recém saído dos juniores.. O Itaquerão treme, mas os locos não sentem. Aos 47 minutos, Último da prorrogação, Cremílson, com 17 anos (gato de dois anos) dá de canela e faz o gol da vitória.</p>
<p>Será que o Itaquerão vai aguentar???</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pierrebarth.wordpress.com/1172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pierrebarth.wordpress.com/1172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pierrebarth.wordpress.com/1172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pierrebarth.wordpress.com/1172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pierrebarth.wordpress.com/1172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pierrebarth.wordpress.com/1172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pierrebarth.wordpress.com/1172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pierrebarth.wordpress.com/1172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pierrebarth.wordpress.com/1172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pierrebarth.wordpress.com/1172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pierrebarth.wordpress.com/1172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pierrebarth.wordpress.com/1172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pierrebarth.wordpress.com/1172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pierrebarth.wordpress.com/1172/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pierrebarth.wordpress.com&amp;blog=7708010&amp;post=1172&amp;subd=pierrebarth&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Passado&#8230;Passou, Dr. Passos. Foi embora. Adeus&#8230;!</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 17:20:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pierre Barth</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Dr. Passos  vivia do passado. Nascera no interior do Paraná, quando sua cidade natal, Guarapuava era apenas uma rua estreita. Família grande &#8211; nem tão grande para a época, Armandinho era o filho do meio: dois irmãos mais velhos e outros dois mais moços. Um homem, uma moça, Armandinho, mais um menino e a caçula. Uma escala [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pierrebarth.wordpress.com&amp;blog=7708010&amp;post=1163&amp;subd=pierrebarth&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dr. Passos  vivia do passado. Nascera no interior do Paraná, quando sua cidade natal, Guarapuava era apenas uma rua estreita. Família grande &#8211; nem tão grande para a época, Armandinho era o filho do meio: dois irmãos mais velhos e outros dois mais moços. Um homem, uma moça, Armandinho, mais um menino e a caçula. Uma escala perfeita de homens e mulheres nascidos com dois anos de diferença entre eles.</p>
<p>A infância de Armandinho era meio nebulosa, já que as histórias que ele contava não coincidiam com a realidade investigada pelos familiares. Seus avós descendiam de famílias conhecidas de alto padrão para aquelas épocas. O pai, fazendeiro, era formado em Agronomia em faculdade paulista e a mãe, coisa rara na época, tinha completado todos os estudos que normalmente eram a meta de uma mulher e era professora no único Liceu da cidade.</p>
<p>O casal era respeitadíssimo e os padrões de comportamento da família eram admirados por toda a população. Os cinco filhos do casal ao chegar à época eram enviados não a Curitiba, mas a São Paulo, onde estudaram cada um a seu tempo, nas melhores faculdades particulares da progressista cidade. Só quem ficou prá trás foi Belinha, que seguiu os passos da mãe, permaneceu na cidade e passou o resto de seus dias cuidando de dar aulas e dos pais.</p>
<p>Armandinho como filho do meio, parecia meio rejeitado pelos pais. Não se interessava pela fazenda e nada daquilo relacionado às coisas da família. Enquanto o mais velho resolveu seguir a carreira do pai em Agronomia e a seguinte cursar a Escola de Quimica.</p>
<p>Armando Passos resolveu cursar Medicina, no Rio de Janeiro e bem longe da família. O seguinte também seguiu a carreira do pai em São Paulo. A última, que diziam ter um &#8220;gênio forte&#8221;, saiu de casa mais cedo, atuou como enfermeira em algumas revoluções e depois casou com um estrangeiro para desgosto de toda a família. Dela pouca notícia se tem.</p>
<p>Os outros, casaram, tiveram filhos, foram infelizes e tiveram vidas relativamente normais.</p>
<p>Armandinho passa com certa dificuldade para a Universidade e com muito esforço e dedicação enfim forma-se em Medicina. Dr. Armando Passos. Um orgulho de toda a família. Um rapaz destemido, que contra todas as regras do bom senso, abandona a família e suas tradições e abraça uma nova carreira, totalmente desprendido de laços familiares.</p>
<p>Um rapaz de apenas 17 anos, saído diretamente da provinciana e quase inexistente cidade do interior do país certamente teria dificuldades em adaptar-se aos costumes da Capital da República, a Cidade Maravilhosa, centro da cultura e de todos os acontecimentos importantes do Brasil.</p>
<p>Sem muita experiência e jogo de esquina &#8211; vivia na universidade e dela raramente saia, Dr. Armando teve a sorte de conhecer Helena, uma jovem inteligente e bonita, amante das artes , da literatura e boa música, coisa que o Dr. Armando não era muito afeito.</p>
<p>Casaram-se em tempo recorde, assim como rapidamente  tiveram filhos rapidamente. Dr. Passos vivia para seu trabalho e D. Helena para a casa e suas crianças enquanto nos intervalos sorvia livros, óperas e tudo que gostava. Helena tinha conversa para tudo, Armando Passos só para o seu trabalho. Tornou-se um cirurgião de respeito, e a cada dia de trabalho reproduzia para a sua mulher e seus filhos todas as incisões, extirpações de órgãos, cauterizações e suturas.</p>
<p>Anos e anos de histórias de corações, baços, fígados, estômagos, vesículas, apêndices, tumores, linfomas e curas espetaculares obtidas através de sua incomparável perícia foram ouvidos por todos repetidamente ao longo dos anos.</p>
<p>D.Helena não tinha mais tempo para os livros ou discos, pois as histórias do Dr. Passos ocupavam o tempo do casal. Os filhos se afastavam e tomaram horror a qualquer tipo de doença. O mais velho tornou-se um hipocondríaco obsessivo, mas a cada dor que sentia e falava com o pai, tinha que ouvir uma história de um seu paciente com uma dor semelhante.&#8221; Nunca misturo trabalho com família&#8221;,  dizia ele. E por isso cada caso de doença em família era tratado por outros médicos.</p>
<p>Enfim, após quase 60 anos de serviços, o Dr.Passos se aposenta. Mas não suas histórias. Ele só lê a respeito de medicina, só fala de medicina e suas milhares de cirurgias do passado. Os filhos fomam caminhos longe da medicina  e tem filhos e as histórias continuam incessantemente através das gerações. Ninguém quer ser médico. Ele acha todos uns idiotas&#8230;fora da medicina, ou da engenharia, como seus irmãos, nada tem valor.</p>
<p>D. Helena morre prematuramente sem ópera,sem livros&#8230;.só com tédio&#8230; Dr Passos critica a atuação de outros médicos, como lhe é peculiar.</p>
<p>Dr.Passos, que achava que nunca dera um passo errado, começa a tropeçar, integro e lucido,  e começa suas superpesquisas em corpos mais jovens e acaba como diriam os mais jovens &#8216;escorregando na maionese.&#8217;</p>
<p>O tempo passa, o tempo voa e Dr Passos completa 114 anos&#8230;..,( dez a mais que o Niemeyer) . Não há convidados&#8230;os filhos&#8230;o mais velho está internado em uma clínica psiquiátrica especializada em Transtornos Obsessivo - Compulsivo s com compulsões sexuais, processos maniacos depressivos e graves transtornos de acumulação e mania persecutória, alem do mais grave sintoma de transtorno de contaminação.</p>
<p>O do meio não o vê há anos, já que mudou-se para o Laos e nunca mais teve contato com a família. O terceiro, tentou contato, mas sumiu para nunca mais dar sinal de vida.</p>
<p>Hoje, com 114 anos, Passos  passa o tempo, contando suas histórias para desconhecidos&#8230;.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pierrebarth.wordpress.com/1163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pierrebarth.wordpress.com/1163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pierrebarth.wordpress.com/1163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pierrebarth.wordpress.com/1163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pierrebarth.wordpress.com/1163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pierrebarth.wordpress.com/1163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pierrebarth.wordpress.com/1163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pierrebarth.wordpress.com/1163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pierrebarth.wordpress.com/1163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pierrebarth.wordpress.com/1163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pierrebarth.wordpress.com/1163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pierrebarth.wordpress.com/1163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pierrebarth.wordpress.com/1163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pierrebarth.wordpress.com/1163/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pierrebarth.wordpress.com&amp;blog=7708010&amp;post=1163&amp;subd=pierrebarth&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Martha Medeiros, Eu e Nosso Beijo em Pé</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 12:08:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pierre Barth</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Estranhas e às vezes mágicas acontecem na mentes humanas. No dia 10 de julho do ano passado, numa ociosa tarde onde tinha nada ou pouco a fazer, resolvi escrever um post divertido intitulado &#8220;A Teoria do Beijo em Pé&#8221;, 0 qual reproduzo abaixo: &#8220;A Teoria do Peijo em Pé&#8221; Há quanto tempo você não beija em pé? [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pierrebarth.wordpress.com&amp;blog=7708010&amp;post=1153&amp;subd=pierrebarth&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estranhas e às vezes mágicas acontecem na mentes humanas. No dia 10 de julho do ano passado, numa ociosa tarde onde tinha nada ou pouco a fazer, resolvi escrever um post divertido intitulado<em><strong> &#8220;A Teoria do Beijo em Pé&#8221;, </strong></em>0 qual reproduzo abaixo:</p>
<p><em><strong>&#8220;A Teoria do Peijo em Pé&#8221;</strong></em></p>
<p><em><strong>Há quanto tempo você não beija em pé? Não aquele beijinho que agora costumam chamar de selinho e que até o Sílvio Santos e a Hebe já trocaram e virou moda entre as mulheres &#8220;mudernas&#8221;.</strong></em></p>
<p><em><strong>Estou me referindo àquele beijo, beijo mesmo, de língua, com os corpos colados, olhos cerrados e o coração e outras partes mais saltitando de desejo?</strong></em></p>
<p><em><strong>Não vale o beijo deitado, o beijo preliminar das transadas do cotidiano. Também não valem aquele beijo safado da hora de ir ou chegar do trabalho, que valem tanto quanto um aperto de mão ou um simples  &#8221;oi&#8221;. Po</strong></em><em><strong>is é. Namorados recentes, casais recentemente apaixonados são os grandes protagonistas do &#8220;beijo em pé&#8221;.</strong></em></p>
<p><em><strong>O beijo termômetro da sua relação. O casal se aproxima, faz contato visual, corporal sentem-se olfativamente e começam a trocar carícias, beijos no canto da boca que culminam num grande e expressivo beijo de pé, que dependendo da hora e lugar, podem levar o casal de apaixonados para outros beijos na horizontal.</strong></em></p>
<p><em><strong>O beijo de pé &#8211; agarrado mesmo, de língua &#8211; não é vantagem para recém apaixonados, mas vale como um termômetro de sua relação depois de algum tempo de convívio.</strong></em></p>
<p><em><strong>Se você parar pra pensar e não lembrar a última vez que você pegou firme sua mulher/marido e tascou-lhe um desavergonhado e apaixonado beijo em pé , porque já faz muito tempo, seu casamento/relação certamente está comprometido.</strong></em></p>
<p><em><strong>Não adianta transar três, quatro vezes por semana. Uma relação sem beijo de pé é uma relação manca.</strong></em></p>
<p><em><strong>Portanto meus amigos quando chegarem em casa se ela/ele estiverem sentados, ponha-o de pé e aplique -lhe um caloroso beijo de pé.</strong></em></p>
<p><em><strong>É bem possível que vocês acabem deitados antes mesmo do jantar!</strong></em></p>
<p>********************</p>
<p>Por incrível coincidência, apenas 4 dias depois, a grande escritora Martha Medeiros, a qual não conheço e com quem nunca falei publicou uma  sua crônicas no Zero Hora, O Globo e mais uma dúzia de jornais pelo país..</p>
<p><em><strong>&#8221; Beijo em Pé (Como fez o Casillas)&#8221;</strong></em></p>
<p><em><strong>Uma vez, almocei com duas amigas mineiras, ambas casadas há bastante tempo, veteranas em bodas de prata, e ainda bem felizes com seus respectivos. Falávamos das dificuldades e das alegrias dos relacionamentos longos. Até que uma delas fez uma observação curiosa. Disse ela que não tinha do que reclamar, porém sentia muita falta de beijo em pé.</strong></em></p>
<p><em><strong>Como assim, beijo em pé?</strong></em></p>
<p><em><strong>Depois de um tempo de convívio, explicou ela, o casal não troca mais um beijo apaixonado na cozinha, no corredor do apartamento, no meio de uma festa. É só bitoquinha quando chega em casa ou quando sai, mas beijo mesmo, “aquele”, acontece apenas quando deitados, ao dar início às preliminares. Beijo avulso, de repente, sem promessa de sexo, ou seja, um beijaço em pé, esquece.</strong></em></p>
<p><em><strong>E rimos, claro, porque quem não se diverte perdeu a viagem.</strong></em></p>
<p><em><strong>Faz tempo que aconteceu essa conversa, mas até hoje lembro da Lucia (autora da tese) quando vejo um casal se beijando na pista de um show, no saguão de um aeroporto ou na beira da praia. Penso: olha ali o famoso beijo em pé da Lucia. Não devem ser casados. Se forem, chegaram ontem da lua de mel.</strong></em></p>
<p><em><strong>Há quem considere o beijo – não o selinho, o beijo! – uma manifestação muito íntima e </strong></em></p>
<p><em><strong>imprópria para lugares públicos. Depende, depende. Não há regras rígidas sobre o assunto, tudo é uma questão de adequação. Saindo de um restaurante, abraçados, caminhando na rua em direção ao carro, você abre a porta para sua esposa (sim, sua esposa há uns bons 20 anos) e taca-lhe um beijo antes que ela se acomode no assento. Por que não?</strong></em></p>
<p><em><strong>Porque ela vai querer coisa e você está cansado. Ai, não me diga que estou lendo seus pensamentos.</strong></em></p>
<p><em><strong>O beijo entre namorados, a qualquer momento do dia ou da noite, enquanto um lava a louça e o outro seca, por exemplo, é um ato de desejo instantâneo, uma afirmação do amor sem hora marcada. No entanto, o tempo passa, o casal se acomoda e o hábito cai no ridículo: imagina ficar se beijando assim, no mais, em plena segunda-feira, com tanto pepino pra resolver. Ninguém é mais criança.</strong></em></p>
<p><em><strong>Pode ser. Mas que gracinha de criança foi o <a href="http://wp.clicrbs.com.br/ooolaemcasa/2010/07/12/o-beijo-de-casillas/?topo=52,1,1,,200,e170">goleiro Casillas ao interromper a entrevista da namorada e tacar-lhe um beijo sem aviso</a>, um beijo emocionado, um beijo à vista do mundo, um beijo em pé. Naquele instante, suspiraram todas as garotas do planeta, e as nem tão garotas assim. E os homens se sentiram bem representados pela virilidade do campeão. Pois então: que repitam o gesto em casa, e não venham argumentar que não somos nenhuma Sara Carbonero. Isso não é desculpa.</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pierrebarth.wordpress.com/1153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pierrebarth.wordpress.com/1153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pierrebarth.wordpress.com/1153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pierrebarth.wordpress.com/1153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pierrebarth.wordpress.com/1153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pierrebarth.wordpress.com/1153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pierrebarth.wordpress.com/1153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pierrebarth.wordpress.com/1153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pierrebarth.wordpress.com/1153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pierrebarth.wordpress.com/1153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pierrebarth.wordpress.com/1153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pierrebarth.wordpress.com/1153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pierrebarth.wordpress.com/1153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pierrebarth.wordpress.com/1153/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pierrebarth.wordpress.com&amp;blog=7708010&amp;post=1153&amp;subd=pierrebarth&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Natal: Hora marcada para ser Feliz?</title>
		<link>http://pierrebarth.wordpress.com/2011/12/26/natal-hora-marcada-para-ser-feliz/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 00:13:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pierre Barth</dc:creator>
				<category><![CDATA[De tudo um pouco e um pouco de tudo..]]></category>

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		<description><![CDATA[Há algum tempo escrevi um post sobre a hipocrisia das novas políticas chamadas corretas. Hoje, depois do Natal, cometo a heresia de escrever sobre a hipocrisia das comemorações de fim de ano. Se você tem o direito de ficar deprimido num certo dia chuvoso de julho ou outubro, por que não ter o mesmo direito [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pierrebarth.wordpress.com&amp;blog=7708010&amp;post=1145&amp;subd=pierrebarth&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algum tempo escrevi um post sobre a hipocrisia das novas políticas chamadas corretas.</p>
<p>Hoje, depois do Natal, cometo a heresia de escrever sobre a hipocrisia das comemorações de fim de ano.</p>
<p>Se você tem o direito de ficar deprimido num certo dia chuvoso de julho ou outubro, por que não ter o mesmo direito no dia de Natal ou 31 de dezembro?<a href="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/12/dscn20632.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1148" title="DSCN2063" src="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/12/dscn20632.jpg?w=470&#038;h=352" alt="" width="470" height="352" /></a></p>
<p>Se você é mulher e tem aquelas TPM&#8217;s insuportáveis, não vai ser o Papai Noel quem vai curar o seu mal. Tá legal, o calendário virou e você tem que ficar felicíssimo porque vai errar a data nos próximos 30 dias ao assinar qualquer documento.</p>
<p>Não tem jeito. No Natal você vai sempre encontrar com gente que você não tolera, mas vai ter que comemorar, tirar fotos com cara de pastel, ouvir histórias que já ouviu umas trezentas vezes, comer as mesmas rabanadas, pernis, castanhas e nozes que você jamais comeria em datas mais prováveis. Você vai tomar champagne à força, porque assim manda a tradição.</p>
<p>Você TEM que estar feliz&#8230;Isso é uma loucura!</p>
<p>O cara está desempregado, foi corneado, a mãe morreu, o carro enguiçou, o filho não passou, o dinheiro acabou, o time perdeu&#8230;e ele tem que estar feliz porque é Natal ou Ano Novo. Vai se vestir de branco, usar uma cueca amarela, um sapato novo, pular sete ondas e jogar flores para Yemanjá e para poluir o mar.</p>
<p>Isso é injusto e irreal. Cada um deveria ter os seus dias de Natal particulares, fossem eles os bons dias de sua vida, independentemente do calendário gregoriano. Se aconteceu alguma coisa ótima para você num dia nebuloso de agosto, comemore! Estoure uma rolha de Champagne, dê presentes pare quem você gosta. Ame os outros sem obrigação. Esse é o SEU dia.<a href="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/12/dscn2065.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1149" title="DSCN2065" src="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/12/dscn2065.jpg?w=470&#038;h=352" alt="" width="470" height="352" /></a></p>
<p>Se você estava na merda no final de outubro e um novo emprego, empreendimento ou um novo amor  der certo, comemore o SEU Ano Novo, a sua nova fase da vida de altos e baixos. A vida sempre terá altos e baixos&#8230;seja você quem for, seja pobre ou seja rico sempre pode acontecer.</p>
<p>Na realidade, ninguém &#8211; ou só o Papa e mais uma dúzia de pessoas &#8211; pensa no nascimento de Jesus no dia de Natal. Até porque existem controvérsias&#8230; Tudo é alegria com hora marcada. Todo mundo tem o direito de estar extremamente mal humorado no dia de Natal &#8211; assim como tem o direito de estar triste numa terça de carnaval&#8230;</p>
<p>Portanto, amigos, comemorem mais, divirtam-se mais, amem mais, no dia que mais lhes cair bem. De janeiro a dezembro, são 365 dias. Você não tem escolha. Ele pode aparecer numa tarde de carnaval ou num dia de temporal. Aproveite. As chances serão bem maiores.</p>
<p>Este será o seu dia de Natal. E podem ser vários a cada ano. É isso que desejo a todos&#8230; e 2012 assim será!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pierrebarth.wordpress.com/1145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pierrebarth.wordpress.com/1145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pierrebarth.wordpress.com/1145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pierrebarth.wordpress.com/1145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pierrebarth.wordpress.com/1145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pierrebarth.wordpress.com/1145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pierrebarth.wordpress.com/1145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pierrebarth.wordpress.com/1145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pierrebarth.wordpress.com/1145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pierrebarth.wordpress.com/1145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pierrebarth.wordpress.com/1145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pierrebarth.wordpress.com/1145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pierrebarth.wordpress.com/1145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pierrebarth.wordpress.com/1145/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pierrebarth.wordpress.com&amp;blog=7708010&amp;post=1145&amp;subd=pierrebarth&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Pierre Barth</media:title>
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	</item>
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		<title>Por que Sócrates e Amy Winehouse disseram &#8220;No, No, No to Rehab&#8230;?</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 22:38:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pierre Barth</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A morte do Dr. Sócrates, grande artista da bola do Corínthians e da Seleção Brasileira, obrigam à uma reflexão a respeito da adicção ao álcool e  às drogas em geral. Lembram um pouco a também prematura recente morte de Amy Winehouse: ambos disseram &#8220;no&#8221; à reabilitação. Dr Sócrates foi craque, mas nunca um atleta. Foi [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pierrebarth.wordpress.com&amp;blog=7708010&amp;post=1130&amp;subd=pierrebarth&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A morte do Dr. Sócrates, grande artista da bola do Corínthians e da Seleção Brasileira, obrigam à uma reflexão a respeito da adicção ao álcool e  às drogas em geral. Lembram um pouco a também prematura recente morte de Amy Winehouse: ambos disseram &#8220;no&#8221; à reabilitação.</p>
<p>Dr Sócrates foi craque, mas nunca um atleta. Foi ídolo, mas nunca um exemplo. Bebia, fumava, não treinava e jogava o fino apenas com o talento que Deus lhe deu. Ele pouco ajudou. Consciente de seu problema com o alcoolismo, Sócrates tratou do problema como se leigo fosse&#8230;procrastinou.</p>
<p>Em uma de suas últimas entrevistas já com a pancreatite e cirrose em avançado estado, ele tratou do assunto de forma pouco séria e mesmo jocosa, respondendo ao repórter do Fantástico que lhe perguntara se ele bebia todo dia, e ele respondendo &#8221; Não. Bebo de manhã, à tarde e à noite&#8221; completando em francês &#8221; pas de problem&#8221;.<a href="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/12/download.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1137" title="download" src="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/12/download.jpg?w=470" alt=""   /></a></p>
<p>Ele sabia que tinha graves problemas e mesmo assim, resolveu minimizá-los. Falta de informação ou recursos não seria seu problema. A negação, esta sim, foi o maior deles. Como médico ele conhecia a doença e mesmo que não quisesse se tratar, não poderia menosprezá-la para milhões de jovens telespectadores. Mesmo assim, ainda penso que a política e tratamento desse tipo de doença deva ser levado com maior seriedade no Mundo todo e, principalmente em nosso país.</p>
<p>Muito recentemente, um grande amigo meu acabou de ser internado pela terceira vez em uma Clínica de Reabilitação, o que por sí só, já é uma tristeza, mas na grande maioria das vezes, a única alternativa para iniciar uma nova vida sem álcool e outras drogas mais  modernas.</p>
<p>Sua primeira internação ocorreu há mais  ou menos  10 anos, numa clínica aqui no Brasil e a segunda, que o manteve sóbrio por  quase uma década, foi em algum lugar da Europa, em condições mais adequadas às suas necessidades, segundo ele próprio. O caso é que o tratamento vinha funcionando bem, por esse longo período de vários dias, &#8220;um de cada vez&#8221;.</p>
<p>Até, que num triste dia, o processo caiu, veio por água abaixo ou melhor dizendo: goela abaixo. A recaída foi forte e imediata e ele próprio e a família providenciaram o REHAB 3, em algum lugar do planeta.</p>
<p>Por mais incrível que possa parecer, uma das maiores barreiras para a sua internação, é a idade &#8211; mais de 65 anos &#8211; e o fato dele ser genuinamente alcoólico, fato absolutamente incomum nos dias de hoje, onde a grande massa dos internados se situa entre a faixa de 16 e 30 anos de idade e todos são o que chamam de &#8220;multidependentes&#8221; ou &#8220;dependentes cruzados&#8221;.</p>
<p>Há na realidade, em praticamente todo o mundo, uma grande dificuldade no tratamento destes &#8220;genuinamente alcoólicos. As clinicas geralmente são misturadas, tentando tratar desde dependentes de crack até depressivos e anoréxicos tudo no mesmo saco, como se não houvesse diferença entre todas essas terríveis doenças, todas ligadas como Transtornos Obsessivos Compulsivos.</p>
<p>Enfim, esta última internação me fez lembrar de sua primeira, naquela que na época era considerada a clínica referência desse tipo de doença no Rio de Janeiro. O relato é tragicômico:</p>
<p><em>&#8221; Cheguei à clínica por volta das 11 horas da noite, numa boa, com a maior boa vontade possível, até para dar uma relaxada dos acontecimentos familiares que acabaram por provocar a minha internação. Despeço-me da mulher e filhos e subo um elevador acompanhado de uma atendente carregada de assustadoras e enormes chaves. Penca digna de agentes carcerários dos filmes de penitenciária. Tive aí o primeiro choque: chaves e grades!</em></p>
<p><em>Adentro o recinto e tenho uma visão no mínimo surrealista. Um corredor de  3 metros de largura, por uns 20 metros de comprimento, povoado de gente andando de um lado para o outro (ida e volta), todos fumando barbaridades e sorvendo enormes copos de plástico abastecidos com café. A cena seria mais ou menos como aquelas multidões fazendo compras numa das ruelas de Fez ou Marraquesh e todos fumando narguilé, tal a fumaceira do ambiente.</em></p>
<p><em>Pela primeira vez, sinto-me como o Jack Nicholson em Um Estranho no Ninho&#8230;Noventa por cento das pessoas não notam a minha chegada ou presença, já que seus olhares são absolutamente vagos. Outros mais conscientes, me examinam, olham para os outros e imaginam que merda devo ter feito para ali estar.</em></p>
<p><em>Sou encaminhado &#8211; aí já sendo curiosamente seguido pelos não zumbis &#8211; a um balcão no centro do corredor, onde estão  ´postados dois mal encarados atendentes. Um examina a minha ficha, enquanto outro despeja em uma mesa o conteúdo de minha bolsa, onde revistam peça por peça e confiscam um aparelho Gillette Sensor provavelmente por estarem prevendo que eu poderia cometer suicídio ou assassinar um outro paciente com meu aparelho de barbear; confiscam dois isqueiros Feudor, pois provavelmente com eles poderia atear fogo às proprias vestes ou mesmo fazer arder todo o prédio da clínica; o desodorante foi retirado, pois poderia ser aspirado ou bebido como um &#8220;nightcap&#8221;; a surpresa foi a espuma de barba, que não posso imaginar poder dar um up no mais doidão dos doidões&#8230;.</em></p>
<p><em>Após as instruções de praxe, sou encaminhado ao meu aposento, onde um companheiro aparentemente morto, ronca em altos decibéis, ronco esse que é praticamente um sinal de que está vivo. O cara está completamente inerte e urinado.</em></p>
<p><em><a href="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/12/images.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1139" title="images" src="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/12/images.jpg?w=470" alt=""   /></a>Deixo minhas roupas num armário e entro no corso dos Zumbis, andando no vai-e-vem dos desesperados, sendo observadíssimo pelos 10% não zumbinianos. Para manter o esquema dos demais inquilinos, fumo um maço de cigarros e sorvo litros de café. Um detalhe: todos os cigarros são acesos no anterior, já que no recinto só existe um isqueiro que fica de posse do atendente mal encarado do balcão central.</em></p>
<p><em>De repente, um grito ecoa pelo corredor! Madicamento! A correria é frenética. A zumbizada que só andava arrastando os pés bate recordes de velocidade para o balcão central. A cena faz lembrar filhotes de passarinhos com seus bicos abertos esperando pelas minhocas trazidas pela mãe pássara. Nesse momento ocorre uma porradaria total! Todos se empurram e gritam e reclamam de tudo.</em></p>
<p><em>Alimentados, voltam a andar cada vez mais dopados, lerdos e perdidos. Aos poucos vão desaparecendo pelos quartos até que a carcereira manda todo mundo dormir.</em></p>
<p><em>Quando já estou deitado, ouço uma grande gritaria no corredor. Era o louco do 320, que tem como hobby encher de porrada os outros pacientes. Boto minha cara prá fora e vejo a carcereira, uma enorme negra, desferindo uma violenta vassourada nas costas, o que o faz voltar candidamente para sua majestosa suite.</em></p>
<p><em>Pela manhã, a horda já anda, fuma e toma café desbragadamente e eu sem saber o que fazer incorporo-me imediatamente ao interminável e estranhíssimo ritual.</em></p>
<p><em>Lá para as tantas (não há relógios, apenas instintos) começa uma grande aglomeração junto às grades. E a horda desce para o &#8211; digamos assim &#8211; pequeno almoço &#8211; que é outra grande confusão: Todos gritam e reclamam. Uns jogam comida nos outros, outros roubam a comida de uns, enfim uma grande loucura!</em></p>
<p><em>No pátio, recomeça a bizarra procissão. Práticamente não se fala, não há qualquer atividade terapeutica. Nada a não ser caminhar e encher a cabeça de fumaça, café e vazio&#8230;Ociosidade total; despreparo e desatenção com os pacientes; total falta de asseio. Um caos.</em></p>
<p><em> Bulímicos, anoréxicos, cocainómanos e pouquíssimos alcoólicos misturados a indivíduos que nitidamente já ultrapassaram todos os limites da sanidade mental, sem retorno&#8230;porque certamente há indivíduos que certamente já ultrapassaram esta barreira, mesmo sem jamais terem sido internados.&#8221;</em></p>
<p>A descrição continua com absurdos semelhantes aos narrados acima e depois, ele descreve alguns personagens do Asylomuitoloco&#8230;</p>
<p><strong>&#8220;<em>Alguns personagens marcantes:</em></strong></p>
<p><em>André &#8211; classe média alta adicto em tudo. Foi preso várias vezes por roubo de carros, assalto à mão armada e roubos em saídas de caixa bancária. O pai conseguiu com um acordo financeiro com a polícia, interná-lo, para que não fosse preso. Fugitivo em potencial conseguiu pular o muro da clínica parando na casa do vizinho, que tinha um papagaio, que vigilante chamou o Bóris, o Doberman da casa, que por sua vez acabou com as pernas do André que acabou sendo resgatado pelos seguranças da clínica. </em></p>
<p><em>Amparado em muletas e sem poder sequer caminhar e obviamente sem opção de fuga, optou por uma ação mais radical: incendiou parte do refeitório da clínica.</em></p>
<p><em><strong>Miss Brasil 2001</strong> &#8211; Idade indefinida, como quase todos. Pesa uns trinta quilos, tem 1.75m de altura, dizia que era modelo da Ford, atriz da Globo e afirma estar internada apenas para reidratação. Soube que era feroz consumidora de cocaína e estava internada e esquecida há mais de oito meses. Parecia feliz.</em></p>
<p><em><strong>Meu Companheiro do 313</strong> &#8211;  Vive completamente chapado com doses cavalares de Haldol. Quando não está dormindo em sua cama no quarto, dorme estirado no chão do corredor atrapalhando o corso, o que provoca alguns graves problemas. Como a maioria anda arrastando os pés, seu local determina o limite do zumbidródomo, e muitas vezes reduz a área do corso.</em></p>
<p><em><strong>Louco do 320</strong> &#8211; Grita durante a noite e fica à espreita para atacar um incauto durante o footing. Impressiona a velocidade da horda ao passar pela sua porta. Correm como na dança das cadeiras&#8230;</em></p>
<p><em><strong>Tarada do Pátio</strong> &#8211; Ataca diretamente o pinto de TODOS os homens que passam pela sua frente. Curiosamente ela é razoavelmente bela e todos fogem temerosos. Dizem que o alvo são os testículos, que uma vez agarrados, são devidamente espremidos como tremossos fossem!</em></p>
<p><em><strong>Conferencista do PT</strong> &#8211; Mulher muito interessante. Uma líder nata. Todos os dias senta-se em uma cadeira e coloca outras em volta dela, como em um círculo. Nas cadeiras, viv&#8217;alma, mas ela os vê a todos.  Leva altos papos com os correligionários imaginários, sem emitir um som! Balbucia grandes discursos, solta gargalhadas e até dá uns esporros na rapaziada invisível. Quando não promove estas reuniões sindicais, anda pelo pátio a cantar árias de óperas sem emitir um som. Tem grande presença cênica.</em></p>
<p><em><strong>Velho do 312</strong> &#8211; Velho, acabado. Tem apenas 39 anos e parece que está ali há alguns.Não anda no corredor, não fuma não toma café e fica o dia inteiro esperando a abertura das grades. Quando abrem, ele não sai.</em></p>
<p><em><strong>Zé Fogueteiro, o Punheteiro -</strong> Piromaníaco sexual. Voyeur inveterado, favelado, tacava fogo nas cortinas dos barracos vizinhos para ver as mulheres trocarem a roupa. Foi jurado de morte pelos traficantes e bandidos e dizem que está na clínica sob a proteção da justiça.&#8221;</em></p>
<p>Enfim há ainda muitos tragicômicos personagens que certamente dariam para escrever um livro de horrores.</p>
<p>Mas apesar do tom bem humorado deste texto, este é um pequeno alerta para o grave problema do tratamento da Dependência Química, que não é tratado com a devida atenção nem pelas autoridades nem por clínicas particulares, que estão mais interessadas em seus lucros do que na verdadeira reabilitação de seus pacientes.</p>
<p>Com esse tipo de relato, acho que a maioria das pessoas faria como Sócrates e  Amy Winehouse e diria NO! NO! NO!  quando lhe falassem em REHAB. Mas, certamente há melhores opções&#8230;</p>
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		<title>Funerais à Mexicana</title>
		<link>http://pierrebarth.wordpress.com/2011/11/22/funerais-a-mexicana/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 03:14:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pierre Barth</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das muitas coisas que me impressionaram no México, foi a relação do povo com a morte. Um funeral mexicano é mais ou menos como um batizado,  uma festa de 15 anos de uma menina de qualquer ponto do mundo ou um Bar Mitzvá de um moleque judeu. É uma festa! ninguém chora seus mortos, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pierrebarth.wordpress.com&amp;blog=7708010&amp;post=1116&amp;subd=pierrebarth&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das muitas coisas que me impressionaram no México, foi a relação do povo com a morte.</p>
<p>Um funeral mexicano é mais ou menos como um batizado,  uma festa de 15 anos de uma menina de qualquer ponto do mundo ou um Bar Mitzvá de um moleque judeu.</p>
<p>É uma festa! ninguém chora seus mortos, Simplesmente celebra-se uma nova vida.<a href="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/11/images2.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1123" title="images" src="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/11/images2.jpg?w=470" alt=""   /></a></p>
<p>Cada vez mais tenho a impressão de que todos os meus amigos nesse sentido são mexicanos. Há alguma lamentação é claro, e dependendo das circunstâncias da  morte de cada qual, finda o sofrimento e acaba tudo em festa, o que para o falecido &#8211; pelo menos do meu ponto de vista &#8211; deve ser muito mais agradável.</p>
<p>Já fui a velórios onde velamos o falecido errado, Já erramos de cemitério e algumas vezes acompanhamos conscritos cortejos de desconhecidos. Mas, normalmente, Tudo acaba em festa. Principalmente se nosso amigo já estava num estágio de vida em que a própria morte lhe seria mais bem-vinda.</p>
<p>Numa dessas ocasiões, neste caso uma morte por demais prematura, nosso amigo foi cremado, coisa que na época só se fazia em São Paulo. A família, obviamente consternada e abaladíssima resolveu voltar para o Rio logo após os serviços e ficamos os dois a espera das cinzas da cremação. O processo era longo e longa foi a bebedeira.</p>
<p>Eram tempos de Electra II da Varig. Pegamos o último voo, o chamado Corujão onde fumava-se e bebia-se como num Bar Voador. O falecido amigo devidamente transformado em cinzas, descansava seus restos acondicionados numa espécie de lâmpada semelhante à casa de Jeannie a Gênia  do antigo seriado de TV e namorada no Capitão Nelson da NASA.</p>
<p>Na fileira de três lugares, a lâmpada, ou urna, ou nosso amigão ocupava o lugar de destaque, no meio dos dois, onde  conversávamos os três, relembrando fatos do passado.</p>
<p>Só coisas alegres. Boas lembranças.<a href="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/11/mar.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1119" title="mar" src="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/11/mar.jpg?w=470" alt=""   /></a></p>
<p>Nossa missão era entregar  as cinzas à família no dia seguinte, quando dariam o destino final ao amigão. Chegando ao aeroporto, pegamos o carro e no caminho surgiu a &#8220;brilhante&#8221; ideia de tomar uma &#8220;ultima saideira&#8221; como sempre fazíamos às sextas feiras.</p>
<p>Chegando ao Bar, só os dois, o manobrista sentiu falta do terceiro parceiro: onde está Dr. Fulano? Está aqui! Dizia o outro mostrando a Garrafa da Jeannie, ante a estupefação do funcionário. A mesa de sempre senhores? Sim claro!</p>
<p>E lá fomos nós três, com sua preferencias etílicas: Uma Wiborova prá mim, um Cutty Sark para o Pierre e o Jack Daniels de sempre para o amigão! Os dois sentados um de cada lado e em frente a uma das cadeiras, as cinzas do companheiro.</p>
<p>O garçon, velho conhecido,  sente a falta do terceiro e também pergunta pelo Dr. Fulano. Respondemos prontamente que ele estava alí e que não esquecesse sua preferencia pelo copo alto e pouco gelo.</p>
<p>A madrugada correu frouxa com todos os frequentadores  admirados com duas pessoas conversando com outra invisível e inaudível, que dizia coisas tão divertidas e inteligentes que acabavam provocando gargalhadas em nossa mesa.</p>
<p>Ao fim da jornada, na hora de nossa partida terrena, acabamos por deixar nosso amigo para trás. Pouco depois, já no carro demos falta de nosso companheiro. Uma volta pelo quarteirão e retornamos ao restaurante, perguntando pelo nosso amigo. O garçon calmamente aponta uma das prateleiras do bar e diz: Ele está alí, bem ao lado da garrafa de Jack Daniels.</p>
<p>Dois dias depois foi nadar para sempre no lugar que mais amou.</p>
<p>Bons amigos não morrem jamais. Flutuam nos céus, brotam em jardins ou nadam eternamente nos mares da vida eterna.</p>
<p>Não é verdade Adriano?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pierrebarth.wordpress.com/1116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pierrebarth.wordpress.com/1116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pierrebarth.wordpress.com/1116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pierrebarth.wordpress.com/1116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pierrebarth.wordpress.com/1116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pierrebarth.wordpress.com/1116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pierrebarth.wordpress.com/1116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pierrebarth.wordpress.com/1116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pierrebarth.wordpress.com/1116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pierrebarth.wordpress.com/1116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pierrebarth.wordpress.com/1116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pierrebarth.wordpress.com/1116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pierrebarth.wordpress.com/1116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pierrebarth.wordpress.com/1116/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pierrebarth.wordpress.com&amp;blog=7708010&amp;post=1116&amp;subd=pierrebarth&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Dilma Vana: Falta de Autoridade e Morte Lenta</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jul 2011 18:04:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pierre Barth</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas últimas eleições, votei sem nenhum entusiasmo no José Serra, simplesmente por ser ele a opção mais forte de vitória contra o PT. Ao mesmo tempo, votei conscientemente contra a Dilma Vana, a quem considerava uma “laranja” do Lula, despreparada política e administrativamente. Desde a sua posse, porém, como não poderia deixar de ser, comecei [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pierrebarth.wordpress.com&amp;blog=7708010&amp;post=1095&amp;subd=pierrebarth&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><em><br />
</em></p>
<p>Nas últimas eleições, votei sem nenhum entusiasmo no José Serra, simplesmente por ser ele a opção mais forte de vitória contra o PT. Ao mesmo tempo, votei conscientemente contra a Dilma Vana, a quem considerava uma “laranja” do Lula, despreparada política e administrativamente.</p>
<p>Desde a sua posse, porém, como não poderia deixar de ser, comecei a torcer por ela, não só como brasileiro, mas porque tinha esperança de que ela, com a sua forte personalidade, conseguisse diminuir o insáciavel apetite de poder e corrupção daqueles componentes da inimaginável coligação de bandidos e pulhas de quem ela teve que se cercar para ser eleita.</p>
<p>Minha esperança cresceu nos primeiros meses de governo, onde a discrição e o estilo  low profile diferentes de seu exibicionista e falastrão antecessor,  norteavam o comportamento da Presidente.</p>
<p>Seu aparente distanciamento de Lula e da turma do Campo Majoritário do PT poderiam ser um sinal de que ela realmente assumiria as rédeas do governo, sem deixar-se envolver por esta gangue.</p>
<p>Uma outra esperança seria a extirpação de vários Ministérios e importantes cargos públicos entregues nas mãos do asqueroso PMDB, comandado por um execrável e literalmente imortal José Sarney, que como sarna insiste em manter-se no poder, valendo-se das mais nebulosas e nefastas articulações. Da mesma forma, a tendência otimista, era a de que Dilma Vana paulatinamente afastasse os vermes dos partidos nanicos da base aliada. Alem dos invisíveis biliardários da quadrilha do José Dirceu.</p>
<p>Mas…Em sua primeira crise de governo, desencadeada pelo reincidente recalcitrante Palocci, seu todo poderoso braço direito e seguida de uma derrota no Congresso relativa ao novo Código Florestal, Dilma Vana assinou seu atestado de óbito: sem direção, pediu ajuda ao seu mentor e entregou os pontos.</p>
<p>Lula foi para Brasília com todos os poderes e experiência em acordos espúrios e conseguiu em péssima companhia – Palocci, Sarney, Renan Calheiros, Gim Argello e Romero Jucá – apaziguar os ânimos e óbviamente, abrir caminho para a sua volta triunfal em 2014. A ação de Lula foi um certeiro e poderoso golpe nos dois sentidos: enfraqueceu a Presidente e fortaleceu a si próprio. (Em seguida voou para seus lugares prediletos: a Venezuela de um pré agonizante Chavez, a Bolívia e lógicamente Cuba, da múmia Fidel)</p>
<p>Nunca antes na história deste país, um ex presidente assume o comando da nação nas barbas, ou sob as saias do Chefe do executivo. Nem no período dos militares, os mais antigos ou mais influentes tentaram esse tipo de intervenção.</p>
<p>Mais recentemente, Palloci dança, como era de se supor e explode como um bueiro carioca mais um escândalo, dessa vez no Ministério dos Transportes. Dilma mais uma vez titubiou, demitindo todo o primeiro escalão no referido Ministério, deixando apenas o chefe da quadrilha no seu cargo&#8230;Pouco tempo depois, o Ministro sob pressão pede o seu boné superfaturado.<a href="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/07/images2.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1102" title="images" src="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/07/images2.jpg?w=470" alt=""   /></a></p>
<p>Dilma Vana, como autoridade maior do país deveria assumir a substituição do Ministro, mas  mais uma vez curvou-se aos conchavos eleitoreiros e teve que seguir as tramoias do sucateamento de cargos. &#8220;Convidou&#8221; Blairo Maggi, que simplesmente recusou o cargo, por que já tem o rabo preso antes mesmo de assumir.  O pivô do escândalo do Ministério dos Transportes, Luis Antonio Pagot,  acaba por levantar as saias da nova Chefe da Casa Civil, Gleissy Hoffman, através de acusações ao seu marido e também Ministro Paulo Bernardo&#8230; Ou seja: é uma teia de aranhas peçonhentas, onde todas as falcatruas estão interligadas.</p>
<p>No meio de toda a crise, e ainda sem Ministro dos Transportes ( o que mostra uma grande hesitação da presidente) ressurge na imprensa, como um vulcão em erupção plena, a ratificação do Escândalo do Mensalão, com todos os seus protagonistas nas primeiras páginas de todos os jornais.</p>
<p>No meio desse turbilhão, Dilma Vana some durante 5 horas numa escala no Rio de Janeiro e descobre-se que durante todo esse período ela esteve consultando-se com o seu mentor Lula.</p>
<p>Logo depois da eleição de Dilma, escrevi em meu blog uma resposta a um desses impedernidos PeTistas que criticavam o meu texto:</p>
<p><em>“Vamos combinar o seguinte: Você aparece daqui há seis meses, depois que aflorarem mais escândalos do PT e do Lula e que a Dilma Vana vai ter que começar a deixar vazar…Dilma Vana, agora sim, vai provar a tal da Herança Maldita e não vai deixar que caiam em seus ombros toda a responsabilidade dos oito anos de mentira e caos do governo de Lula e dela própria. O PT vai começar a comer o seu próprio rabo.”</em></p>
<p>Pois é. Nem seis meses se passaram e Dilma Vana já prova a Herança e entrega os pontos. Ou ela reage e assume o poder, ou vira um fantoche da camarilha que governa o país há quase uma década.</p>
<p>Ainda resta alguma esperança. A reação deve ser imediata e forte. Para tal basta uma ampla reforma ministerial expurgando pessoas e extinguindo ministérios que são verdadeiros valhacoutos de bandidos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pierrebarth.wordpress.com/1095/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pierrebarth.wordpress.com/1095/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pierrebarth.wordpress.com/1095/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pierrebarth.wordpress.com/1095/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pierrebarth.wordpress.com/1095/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pierrebarth.wordpress.com/1095/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pierrebarth.wordpress.com/1095/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pierrebarth.wordpress.com/1095/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pierrebarth.wordpress.com/1095/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pierrebarth.wordpress.com/1095/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pierrebarth.wordpress.com/1095/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pierrebarth.wordpress.com/1095/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pierrebarth.wordpress.com/1095/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pierrebarth.wordpress.com/1095/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pierrebarth.wordpress.com&amp;blog=7708010&amp;post=1095&amp;subd=pierrebarth&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Respeito e Consciência&#8230;Ou Essa Vaga Não é Sua Nem Por Um Minuto</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2011 05:21:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pierre Barth</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[cadeirantes]]></category>
		<category><![CDATA[cidadadania]]></category>
		<category><![CDATA[consciencia]]></category>
		<category><![CDATA[deficientes físicos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[respeito]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas ditas bobagens me tiram do sério: furar filas é uma delas.  Tenho um incontrolável desejo de assassinar furadores de fila. Se eu e outras centenas de pessoas têm a paciência de permanecer minutos, às vezes horas, disciplinadamente numa fila, como não se revoltar com aquele que não a respeita? Tenho inclusive um caso que tornou-se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pierrebarth.wordpress.com&amp;blog=7708010&amp;post=1073&amp;subd=pierrebarth&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas ditas bobagens me tiram do sério: furar filas é uma delas.  Tenho um incontrolável desejo de assassinar furadores de fila. Se eu e outras centenas de pessoas têm a paciência de permanecer minutos, às vezes horas, disciplinadamente numa fila, como não se revoltar com aquele que não a respeita?<a href="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/06/images-2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1076" title="images (2)" src="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/06/images-2.jpg?w=470" alt=""   /></a></p>
<p>Tenho inclusive um caso que tornou-se um clássico entre minha família e amigos e pelo qual me gozam até hoje: estava  eu e minha namorada na fila pra pré-estréia de Exorcista, no Cine Roxy em Copacabana e a fila dava a volta ao quarteirão. O movimento das pessoas que estavam na minha frente na fila era minha fixação. Qualquer pessoa suspeita de pedir para comprar um ingresso era rechaçada por mim e meus seguidores que a essa altura já eram muitos. Verdadeiros beques de furão: &#8221; Olha a fila malandro! Vai lá prá tras otário!</p>
<p>Minha tensão ultrapassava qualquer prazer que o melhor dos filmes poderia proporcionar. Era uma obsessão&#8230; Demoramos mais de uma hora na fila brigando com os possíveis furões e eis que justo na minha frente, quando já tinha o dinheiro em mãos para recolher os bilhetes surge um braço e enfia a mão no guichê e, com o dinheiro contado, recolhe</p>
<p>uma inteira e uma meia ante a minha estupefata imobilidade.</p>
<p>A cena foi ridícula, confesso. Corro atrás do furão, arranco-lhe os bilhetes da mão, enfio a outra mão no guichê, pego as notas com as quais ele havia pago e faço a troca em alguns segundos, dizendo os maiores desaforos ao recalcitrante, que vira-se prá mim, com voz e atitude de surfista que acabava de fumar um baseado e diz na maior calma: &#8220;Caaara&#8230;tu é um revoltadão&#8230;&#8221;</p>
<p>Pois é. Apesar de ridículo e infantil, continuo o mesmo. Me recuso a ir para Búzios, Guarujá, ou qualquer lugar de veraneio no meio da temporada ou em feriadões, muito por causa dos motoristas que insistem em cortar caminho pelo acostamento e voltar à pista justamente à sua frente. Bato com o carro, provoco um acidente grave mas não dou passagem nem a pau. Posso fazer várias besteiras, mas sou incapaz  de cometer esses chamados pequenos deslizes.</p>
<p>Esse levar vantagem, a Lei de Gérson, tão praticada e considerada normal pela maioria dos brasileiros de todas as raças, credos e faixas sociais é um dos grandes problemas desse país.</p>
<p>Estaciona-se em local proibido, atropela-se pedestre na faixa, bloqueiam os cruzamentos, cometem furtos em lojas e supermercados, enfim cometem esses pequenos delitos, como se fosse uma coisa normal. Algo que todo mundo faz, bem ao gosto do ex presidente que foi a televisão confessar um crime justificando que todo mundo fizera o mesmo desde o começo da História deste país.</p>
<p>Pois na minha opinião, esta é a raiz da nossa incivilidade e sudesenvolvimento: falta-nos educação.<a href="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/06/images-3.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1077" title="images (3)" src="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/06/images-3.jpg?w=470" alt=""   /></a></p>
<p>Tenho horror ao cara que mete a mão na buzina antes mesmo de o sinal abrir; o mesmo em relação aos jovens que sentam em lugares reservados aos idosos. Ou seja: sou considerado um chato, por que sou mesmo um &#8220;revoltadão&#8221; quando vejo esse tipo de comportamento. Pior: eu me meto!</p>
<p>Técnicamente, tornei-me um idoso no ano passado. Fiquei felicissimo! Voltei a pagar meia no cinema e nos teatros e agora &#8211; heheheh- posso usufruir das benesses dos velhos. Fila de banco. mesmo que a fila normal esteja menor, eu vou para a dos velhos só prá regular se tem algum jovem na minha frente.</p>
<p>Numa das poucas vezes que andei de metrô no Rio, mesmo havendo vários lugares disponíveis, resolvi ser velho e sentar num lugar reservado. Em pouco tempo surgiram a minha frente, de pé, umas quatro senhoras octogenárias. As velhas olhavam prá mim como se eu fosse um criminoso e, gentilmente, eu disse-lhes que apesar de não aparentar, eu também era idoso e , portanto, tinha direito a estar ali, mas mesmo assim, cederia</p>
<p>meu lugar a uma delas.</p>
<p>A mais velha, mais idosa, mais encarquilhada apossou-se do meu lugar e depois de devidamente posicionada disse em tom de deboche: &#8220;Quem lhe disse que você não aparenta ser idoso?? Na minha opinião você parece bem acabadinho&#8221;. Velha feladaputa!</p>
<p>Mas a história de hoje não merecia tão longo intróito.</p>
<p>Prá variar vim para São Paulo cumprir minha rotina dos últimos meses e desta vez resolvi trazer o carro e estacionar no péssimo estacionamento do Santos Dumont. Depois de meia hora na fila, entrei no estacionamento e perguntei ao caixa se não havia vagas para idosos e ele respondeu que estavam todas ocupadas. Procurei uma vaga por uns dez minutos e estacionei o meu carro numa vaga comum.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1075" title="images (1)" src="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/06/images-1.jpg?w=470" alt=""   /></p>
<p>Quando já estava na calçada, vejo um BMW 750, estacionando em uma vaga de deficientes. Por curiosidade, dei uma meia trava para checar a deficiência do condutor ou passageiro. Do BMW salta um atlético cidadão de cerca de 40 anos!</p>
<p>Não resisti: &#8221; Meu amigo, com você estacionando nesta vaga, fiquei a espera de um deficiente físico, mas constato que você é apenas um deficiente mental! Que falta de civilidade&#8221; esbravejei. Meio sem graça, mas ainda num tom agressivo, ele responde que parou ali por orientação do manobrista. Eu respondo que confirmava a sua deficiência mental por aceitar a indicação de um funcionário incompetente. O cara já exaltado grita que eu não tenho nada a ver com isso, eu respondo com outros desaforos e sigo meu caminho.</p>
<p>Quando estou na porta de entrada do aeroporto recebo um telefonema e paro para atendê-lo. Enquanto falo, vejo que o dono do BMW vem andando em minha direção. Desligo o telefone rapidamente esperando uma possível agressão e tenho uma grande surpresa. O cidadão aproxima-se com a mão estendida. me agradece e pede desculpas!!</p>
<p>&#8220;Você não imagina o bem e o mal que você me causou. Primeiro fiquei com muita raiva, porque achava que você estava se metendo onde não era chamado. Depois, em questão de segundos, senti vergonha pelo que tinha feito. Quero agradecer a você pelo toque que me deu. Não tem sentido fazer o que eu fiz. Quero agradecer e dizer que vou agora tirar o carro daquela vaga e procurar uma vaga normal&#8221;</p>
<p>Diante disso, acompanhei o cidadão para ajudá-lo a achar uma vaga para o seu carro.</p>
<p>Ainda resta uma esperança&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pierrebarth.wordpress.com/1073/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pierrebarth.wordpress.com/1073/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pierrebarth.wordpress.com/1073/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pierrebarth.wordpress.com/1073/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pierrebarth.wordpress.com/1073/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pierrebarth.wordpress.com/1073/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pierrebarth.wordpress.com/1073/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pierrebarth.wordpress.com/1073/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pierrebarth.wordpress.com/1073/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pierrebarth.wordpress.com/1073/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pierrebarth.wordpress.com/1073/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pierrebarth.wordpress.com/1073/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pierrebarth.wordpress.com/1073/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pierrebarth.wordpress.com/1073/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pierrebarth.wordpress.com&amp;blog=7708010&amp;post=1073&amp;subd=pierrebarth&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O Dia em que Cristo Meteu Porrada no Centurião</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Apr 2011 02:34:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pierre Barth</dc:creator>
				<category><![CDATA[De tudo um pouco e um pouco de tudo..]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
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		<description><![CDATA[Nenhuma peça teatral é tão encenada quanto a Paixão de Cristo. Em todo o mundo, o ritual se repete em escolas, universidades, empresas e até mesmo nos teatros. Em países cristãos a encenação atinge o nível de grandes produções, como a nossa em Nova Jerusalém, Pernambuco. que reúne centenas de atores amadores voluntários e milhares de espectadores [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pierrebarth.wordpress.com&amp;blog=7708010&amp;post=1059&amp;subd=pierrebarth&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nenhuma peça teatral é tão encenada quanto a Paixão de Cristo. Em todo o mundo, o ritual se repete em escolas, universidades, empresas e até mesmo nos teatros.</p>
<p>Em países cristãos a encenação atinge o nível de grandes produções, como a nossa em Nova Jerusalém, Pernambuco. que reúne centenas de atores amadores voluntários e milhares de espectadores vindos de todas as partes do Brasil.</p>
<p>A Paixão é encenada em praticamente toda cidade brasileira, normalmente financiada pela própria Igreja ou pelos governos municipais. Algumas, como a já falada Nova Jerusalém e a dos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro contam com diretores profissionais e algumas vezes por conhecidos atores de novelas de televisão.</p>
<p>A história do Cristo que despencou hoje da cruz montada a três metros de altura, em Belo horizonte, me fez lembrar de um amigo, filho de artistas de circo, que presenciou algumas muitas encenações da Paixão em circos mambembes pelo país afora. Como todo filho de artista circence, ele também viveu sob a lona e tinha maravilhosas histórias para contar.<a href="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/04/images-circo.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1060" title="images circo" src="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/04/images-circo.jpg?w=470" alt=""   /></a></p>
<p>Como hoje é Páscoa, conto histórias da Paixão.</p>
<p>O circo era da pior qualidade, não tinha animais, os trapezistas eram péssimos assim como os malabaristas e mágicos. A lona era velha e rasgada e o circo vivia à mingua. O que mais agradava ao público eram os chamados &#8220;dramas&#8221;, que eram uma versão sempre apimentada dos clássicos do teatro. Era comum apresentar a Megera Domada, Romeu e Julieta, Otelo, de Shakespeare, assim como peças de Molière, como o Médico Apaixonado, a Escola dos Maridos ou Preciosas Ridículas.</p>
<p>Havia grande afluência de público e este participava ativamente dos espetáculos, torcendo para os personagens ora esculhambando outros. Sempre gritavam <em><strong>&#8220;não bebe isso ai não menina!</strong></em>&#8221; quando Julieta estava prestes a tomar o veneno. <em><strong>&#8221; Não mata a Desdêmona não ô negão! Ela não lhe botou chifre não óxente!</strong></em></p>
<p>Mas a grande sensação era mesmo a Paixão de Cristo! Os artistas disputavam a tapas os papéis principais: Poncio Pilatos, Maria, Maria Madalena, João, Pedro e até Judas Iscariotes eram os prediletos. Ninguém reivindicava o papel de Cristo. Este já era de Josenildo, um cearense magrinho que só ele que cultivava barba e melenas justamente para viver o papel de Cristo. Josenildo em dias normais não fazia nada de importante no circo. Tinha sido malabarista, mas como bebia demais, deixava cair os malabares, as massas ou às vezes ele próprio, de tão bêbado que ficava.</p>
<p><a href="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/04/images1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1061" title="images" src="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/04/images1.jpg?w=470" alt=""   /></a>Apesar de magrinho, cabeludo e barbudo, Josenildo tinha uma incrível lábia e vivia dando em cima das mulheres do circo. Uma delas, Maria da Penha, era a mais bela de todas e casada com José Raimundo, o Bill. Ele era o mágico e ela sua assistente &#8211; daquelas que vivem com um sorriso nos lábios.</p>
<p>Pois Josenildo vinha traçando a Penha já há algum tempo e José Raimundo já havia descoberto e travamva uma maligna vingança.</p>
<p>Josenildo era um bêbado descontrolado e por isso, no dia da encenação da Paixão, todos ficavam de olho nele. Afinal, Cristo não poderia estar embriagado. Seria um desrespeito. Mas numa sexta feira de um ano qualquer o Josenildo sumiu! O circo inteiro procurando por ele e nada do Cristo! Depois de muita procura encontram o nosso amigo caido na mesa de uma birosca. Banho frio prá cá, café e reza forte não foram suficientes para colocar o Cristo em pé.</p>
<p>O diretor teve que improvisar e resolveu amarrar os braços e as pernas do Josenildo na cruz. O problema é que o nosso Cristo tinha acordado e queria beber mais. O diretor prontamente arranjou uma garrafa de cachaça e deu para o senhor. E ele queria mais, sempre mais.</p>
<p>O palhaço Quim, já vestido de fariseu teve uma brilhante idéia: &#8220;Josenildo, sabe aquela cena em que passam fel de maldade na boca do Cristo?&#8221; Pois é, a gente vai repetir aquela cena uma porção de vezes e na ponta da vara onde estaria o fel, nós vamos botar uma estopa cheia de cachaça!&#8221;</p>
<p>Ele topou, ergueram a cruz com ele lá amarrado pelos pés e braços e êle lá de cima só olhando com o rabo de olho a esperada hora do fel. A hora chega e o guarda romano estica a vara com a estopa embebida em cachaça e diz <em>&#8220;Tome fel, infiel!&#8221;. </em>Josenildo/Cristo sorve o quanto pode<em> a</em> cachaça da estopa. A cena continua e de repente ouve-se a voz de Cristo: &#8220;<em><strong>Quero fel! Quero mais fel!&#8221;.</strong></em></p>
<p>Na segunda apresentação da noite, Josenildo já estava recuperado do porre, mas curtia uma imensa ressaca. A hora certa para a vingança de José Raimundo. o Bill, que fazia o papel de Centurião.</p>
<p>O drama transcorria com perfeição. O povo acompanhava atenta e respeitosamente o calvário de Cristo/Josenildo carregando a cruz às costas.Ele se arrasta pelo picadeiro, quando começa a ser açoitado pelo Centuriões. Plá, Plá estalavam os chicotes no ar simulando o espancamento de Crito, ante o horror da platéia emocionada.<a href="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/04/images-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1062" title="images (1)" src="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/04/images-1.jpg?w=470" alt=""   /></a></p>
<p>Nesse momento entra Bill e sua vingança: &#8220;Tome infiel! E chicoteava as costas de Josenildo com toda a força&#8221;. Josenildo disfarçadamente dizia: &#8220;Pare com isso corno! Tá doendo&#8230;pare com isso óxente! Zé Raimundo não parava de espancar as costas de Jesus.</p>
<p>O povo vibrava com o realismo da cena até que o Centurião aplica mais três chicotadas firmes e consecutivas e Jesus não resiste, larga a cruz e cai de porrada no Centurião.</p>
<p>Cai o pano!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pierrebarth.wordpress.com/1059/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pierrebarth.wordpress.com/1059/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pierrebarth.wordpress.com/1059/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pierrebarth.wordpress.com/1059/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pierrebarth.wordpress.com/1059/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pierrebarth.wordpress.com/1059/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pierrebarth.wordpress.com/1059/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pierrebarth.wordpress.com/1059/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pierrebarth.wordpress.com/1059/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pierrebarth.wordpress.com/1059/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pierrebarth.wordpress.com/1059/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pierrebarth.wordpress.com/1059/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pierrebarth.wordpress.com/1059/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pierrebarth.wordpress.com/1059/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pierrebarth.wordpress.com&amp;blog=7708010&amp;post=1059&amp;subd=pierrebarth&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Aplausos Para o Aedes Aegypt</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 19:22:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pierre Barth</dc:creator>
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		<category><![CDATA[De tudo um pouco e um pouco de tudo..]]></category>
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		<description><![CDATA[Nunca na história desta cidade&#8230;mentira. O Rio de Janeiro, desde antes de sua fundação já era um criatório natural de mosquitos e em consequência, de malária e outras doenças que o bicho transmite. As diversas lagoas e florestas eram ambiente mais que propícios para a sua proliferação.  Com a chegada dos portugueses, o desmatamento e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pierrebarth.wordpress.com&amp;blog=7708010&amp;post=1046&amp;subd=pierrebarth&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca na história desta cidade&#8230;mentira. O Rio de Janeiro, desde antes de sua fundação já era um criatório natural de mosquitos e em consequência, de malária e outras doenças que o bicho transmite. As diversas lagoas e florestas eram ambiente mais que propícios para a sua proliferação. <a href="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/04/images.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1047" title="images" src="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/04/images.jpg?w=470" alt=""   /></a></p>
<p>Com a chegada dos portugueses, o desmatamento e o começo das construções, a coisa melhorou, para depois piorar já com as conseqüências do &#8220;desenvolvimento&#8221;, falta de saneamento básico etc e tal.</p>
<p><a href="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/04/escravo.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1048" title="escravo" src="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/04/escravo.jpg?w=470" alt=""   /></a>Havia tanto mosquito no Rio, que os escravos que já estavam acostumados com os primos africanos dos insetos, desenvolviam repelentes com produtos naturais as vezes misturados à própria urina.</p>
<p>Já os portugueses, mesmo naquele calor infernal, continuavam com os corpos cobertos de roupas para protegerem-se dos pernilongos. Mesmo assim, viviam cheios de perebas e biloras* causadas por infecções das picadas e conseqüentes coçadas com as unhas sujas.<a href="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/04/djoao.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1049" title="Djoao" src="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/04/djoao.jpg?w=470" alt=""   /></a></p>
<p>Todos conhecem as histórias de D. João VI e seus banhos de mar na praia de Ramos para tentar curar as bicheiras.</p>
<p>Já no começo do século XX, Pereira Passos, o Haussman brasileiro, foi nomeado Prefeito do Rio, e além de muitas obras de revitalização da Cidade, promoveu uma verdadeira cruzada contra os mosquitos. Melhorou, mas não resolveu. O Rio continua um paraíso para os insetos.</p>
<p>Agora, há cerca de cinco anos, convivemos com uma doença que existe há séculos: a dengue. A cada ano surge um novo tipo e uma nova campanha. Já temos a dengue 1,2,3,4 e 5&#8230;</p>
<p>No ano passado a doença estava presente em todo o Brasil, e como era ano de eleições, pouco falaram sobre ela. Agora, em pleno outono, época em que normalmente não se falava da doença, só se fala dela. Conclusão: o verão que vem vai ser arrasador: ou acabamos com o mosquito ou ele acaba com a gente.</p>
<p>Carioca tem mania de passeatas pacíficas pela orla. Gosta muito de abraçar a Lagoa, O Cristo, Praças e prédios e até árvores ameaçadas.</p>
<p>Gosta muito de passeata para liberar e aproveitar e fumar maconha do Leme ao Pontal. Nunca uma dessas manifestações surtiu qualquer resultado prático. Carioca ADORA bloco carnavalesco, com milhões de pessoas impedindo o tráfego em todos os bairros do Rio.</p>
<p>A proposta é a seguinte: com a grande quantidade de mosquitos que infesta a cidade, vamos agir. Proponho que todos os representantes de blocos, manifestações pacíficas, maconheiros renitentes, gays e outras minorias majoritarias unam-se por toda a cidade simplesmente aplaudindo nossas autoridades.</p>
<p>Como os mosquitos são resistentes à todos os repelentes e sprays, a única forma de eliminá-los é na porrada! Com milhões de pessoas nas ruas aplaudindo frenéticamente nossos representantes é certo que grande parte dessas palmas encontre um inseto no seu caminho!  Podemos eliminar grande parte desses incomodos voadores, sem abrir mão da cervejinha e da alegria dos blocos e passeatas.<a href="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/04/maos.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1050" title="maos" src="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/04/maos.jpg?w=470" alt=""   /></a></p>
<p><a href="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/04/multidc3a3o.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1051" title="multidão" src="http://pierrebarth.files.wordpress.com/2011/04/multidc3a3o.jpg?w=470" alt=""   /></a>Imaginem se a cada 10 palmadas cada um acerta um mosquito. Com milhões de pessoas aplaudindo durante um período de duas horas, mataríamos mais mosquitos que qualquer campanha feita até agora. Portanto, contra a dengue: aplausos para as nossas autoridades!&#8230;&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pierrebarth.wordpress.com/1046/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pierrebarth.wordpress.com/1046/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pierrebarth.wordpress.com/1046/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pierrebarth.wordpress.com/1046/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pierrebarth.wordpress.com/1046/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pierrebarth.wordpress.com/1046/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pierrebarth.wordpress.com/1046/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pierrebarth.wordpress.com/1046/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pierrebarth.wordpress.com/1046/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pierrebarth.wordpress.com/1046/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pierrebarth.wordpress.com/1046/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pierrebarth.wordpress.com/1046/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pierrebarth.wordpress.com/1046/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pierrebarth.wordpress.com/1046/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pierrebarth.wordpress.com&amp;blog=7708010&amp;post=1046&amp;subd=pierrebarth&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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